
Preaching to the Perverted (literalmente, “Pregando aos Pervertidos”) ou “Clube do Fetiche”, foi exibido no circuito alternativo em 1998, no Espaço Unibanco da Rua Augusta, em sessões concorridíssimas. Foi quando conheci o filme, que trouxe à tona o mundo dos clubes fetichistas e sado-masoquistas de Londres, de forma cômica, inusitada e, claro, satirizando alguns de seus patrocinadores, figuras influentes da sociedade britânica.
A chamada adverte: a film about lust, law and latex (onde “lust” significa “luxúria”). As trocas do figurino em borracha, vinil e couro são constantes, e a trilha sonora hipnotiza o espectador, além de balizar as performances da club queen, uma espécie de Barbarella do couro, vinil e similares.
Membros conservadores do parlamento britânico querem acabar com o clube. Mas suas festas são fechadas, e os códigos de comunicação desse universo, pouco conhecidos. Um ingênuo e inteligente jovem aceita infiltrar-se no clube para obter informações que facilitem uma ação legal, em troca da promessa de uma carreira promissora no parlamento. Os encantos da club queen, entretanto, acabam por seduzir o ambicioso moço, e a narrativa muda seu percurso.
Uma comédia muito sensual e sexual, permeada pelo típico humor britânico e regada a música eletrônica de qualidade e um figurino primoroso. Aliás, o mundo da moda e do cinema vez ou outra reverencia o fetiche das roupas de borracha, vinil e couro, com seus generosos decotes e silhueta marcada. Ou você discorda da sensualidade dos uniformes dos X-Men?
Abra sua mente antes de assistir ao filme, que só encontrei no formato VHS nas locadoras. O DVD e o CD com a trilha sonora (embalado em estojo de couro com zíper, imitando lábios), encomendei pelo site www.preachingtotheperv.com.
