
Como tornar seu trabalho conhecido? Como ultrapassar a fronteira da criação restrita ao escritório e a propósitos comerciais? Os concursos de design gráfico são uma grande oportunidade para isto.
No Brasil, o único evento que reúne sistematicamente um quadro representativo da produção nesta área é a Bienal de Design Gráfico, que premia os melhores trabalhos dentro dos mais diversos segmentos correlatos, como design de tipos, de marcas e identidade visual, publicações, cartazes, design digital, entre outros. A última edição foi em 2006.
Entretanto, inexiste por aqui a cultura de educar e formar o olhar do indivíduo em termos artísticos e estéticos, desde a mais tenra idade. Talvez seja por isso que são pouquíssimos os concursos brasileiros de Design Gráfico, principalmente em cartazismo.
Isto não é motivo para desânimo. Na Ásia e na Europa há todos os anos incontáveis oportunidades de participação em concursos de caráter predominantemente social, educacional e de auto, eco e hetero-formação do indivíduo, e outros de caráter comercial e publicitário. Entre os que mais me chamam a atenção estão Shrinkage, na Suíça, Francisco Mantecón, na Espanha, Good50×70, na Itália, Cow Design Illustration, na Ucrânia, e Shift, no Japão, para mencionar apenas alguns.
Em 2006 participei de um concurso na China, o Chinese Element (cartazismo), um na Rússia, o TAMGA (logotipos), o Francisco Mantecón (cartazismo), que promove a marca de vinhos espanhóis Terras Gaúda, e o da revista japonesa Shift.
As imagens a seguir são de meus trabalhos enviados para o Chinese Element e a revista Shift, respectivamente. A primeira imagem deste artigo é minha criação para o concurso Franciso Mantecón.

A sensação de integrar um concurso internacional, as preocupações com prazo e adequação ao tema são variáveis que lapidaram minha forma de criar e desenhar. Como a esmagadora maioria dos concursos disponibiliza galerias virtuais com os trabalhos dos vencedores de edições anteriores, ao analisar a qualidade dos trabalhos selecionados comecei a pensar sobre o que o mercado espera de mim, no papel de criativo. E o que os gurus que julgam os trabalhos valorizam. É um exercício de auto-crítica e auto-análise profissional que vale muito a pena.
À exceção do concurso Francisco Mantecón, que acarretou gastos de aproximadamente 130 reais para o envio do meu cartaz e um CD com seu respectivo arquivo, todos os outros implicaram apenas trabalho intelectual e a execução braçal de uma idéia.
O que me deixou surpreso foi o fato de quase concurso algum figurar brasileiros em sua lista de indicados e / ou vencedores, ou até mesmo na lista de participantes, como no caso do TAMGA, da Rússia. Os grafismos e as grandes idéias que vemos na Bienal de Design Gráfico não justificam uma suposta pífia participação brasileira nestes concursos internacionais.
Ora, daqui pra frente não temos mais desculpas para nos esquivarmos. Os seis sites indicados a seguir permitem que se acompanhe de perto prazos, temas e regras dos concursos internacionais. Mantenhamos nos nossos favoritos de internet e… mãos à obra!
1) Design Taxi Network, www.designtaxi.com/competitions.jsp
2) ICOGRADA, International Council of Graphic Design Associations, www.icograda.org/web/calendar-events.shtml
3) Worldwide Graphic Competitions Directory, www.graphiccompetitions.com
4) Graphic Design Basics, graphicdesignbasics.com/category/competitions-2007
5) How Design Magazine, www.howdesign.com/competitions
6) Rede Design Brasil, www.designbrasil.org.br/portal/agenda/concursos.jhtml
Infelizmente a educação no Brasil não preza pela arte, relembre das nossas aulas de “Educação Artísitica”no colégio, o que era aquilo?
A conseqüencia disso é a falta de informação sobre o que é design.
Quanto aos concursos, vou lançar um desafio:
Porque nós, interessados pela divulgação do design, não criamos um concurso? Algo que tenha o intúito de difundir o design no país, sem grandes premiações, apenas pelo prazer de fazer? Restrita à internet e divulgada em faculdades, blog como o seu…
Afinal o prazer pelo fazer é o combustível que move tantos designer brasileiros, muito mais que o retorno financeiro.
E qual o designer que não gosta de mostrar sua “obra”? Muitos seriam os interessados.
Estou à disposição para trocarmos mais idéias
Adorei o Blog!