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Archive for the ‘Referências & Pesquisa’ Category

Principalmente quando o intuito for este mesmo!

Esta dica eu vi no blog da Zel. IMPERDÍVEL! Dispensa o uso de imagens aqui. Vá ao link e descubra por si só.

Vale lembrar que a “brincadeira” é um dos experimentos do Perception Laboratory, da Escola de Psicologia da Universidade de Saint Andrews, na Escócia. Faz parte das cinco linhas de pesquisa nesta área de estudo: protótipos faciais, envelhecimento do rosto, percepção da assimetria facial, o que torna um rosto atraente e participação em exercícios interativos com o rosto. Uma das vertentes de pesquisa cria protótipos de rostos em computador analisando os formatos que compõem o rosto que, acredita-se, é o que mais exerce atração sobre os outros.

Depois de se divertir, leia um pouquinho a respeito no Perception Laboratory e seu Face Transformer, além do Face Research. Os textos, embora em inglês, são curtos e didáticos.

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Yves Saint Laurent, Dior, Jean Paul Gaultier, Christian Lacroix, John Galliano, Kylie Minogue e Nan Kempner. Todos já ouviram falar de pelo menos dois destes nomes.

Se você já conhece e pretende conhecer mais profundamente, qual sua motivação para tal: a criatividade, a trajetória profissional e a competência de cada nome ou o imaginário icônico-simbólico que carregam? O desejo de nos sentirmos especiais e nos destacarmos da multidão nos guia para as migalhas desse universo mais possivelmente acessíveis para nosso status de membros da massa, da turba consumista com um padrão de pretenso refinamento médio burguês: os perfumes.

Latinos atavicamente conservadores e hipocritamente libertários que somos, não nos atrevemos a exibir nossos gostos mais peculiares e espontâneos em roupas menos convencionais (onde então caberiam as criações de alguns dos nomes citados no início deste artigo), temendo o olhar censor do outro.

Entretanto, ficamos ociosamente satisfeitos em borrifar em nossa pele o imaginário da fragrância daquela marca e, num efeito de corruptela, embarcamos inebriados na propina da venda ao balcão, num mundo de atitude através da moda, do visagismo, que admiramos embasbacados, porém jamais em público.

Para não ficarmos limitados a uma “viagem à roda do meu quarto” (em alusão à narrativa de Xaiver de Maistre, contada a partir dos objetos de um quarto) e admitirmos que vivenciar determinados gostos de moda em público é salutar, existem “cômodos” muito maiores dedicados ao assunto. Vários disponibilizam imagens em galerias virtuais e dedicam exposições às personalidades antes mencionadas. Entender como gostamos de nos mostrar em público e como os outros o fazem é um caminho para se conhecer melhor e, para isso, uma visita in loco a essas exposições é sempre mais que bem-vinda. Na falta “famoso tempo”, a visita virtual é um bom quebra-galho, mas requer considerável porção do nosso tempo convencional, pois as atrações e imagens são incontáveis e irresistivelmente sedutoras.

FRANÇA

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Musée de la Mode et du Textile, Paris

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Aberto em 1986 no Pavilion de Marsan, no Louvre, exibe até 23 de setembro figurinos criados por Jean Paul Gaultier para 18 espetáculos de balé coreografados por Régine Chopinot, de 1983 a 1994.

Modelos de Gaultier em alta costura também figuram na mostra. Mas este é apenas um dos motivos para visitar o museu. Sua coleção, com mais de 81.000 peças, entre amostras de tecido, acessórios e trajes, é comparável a outras poucas instituições do mesmo calibre, como o Costume Institute, em Nova York, e o Victoria & Albert Museum, em Londres.

 

 

 

Centre National du Costume de Scène, Paris

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Sob a presidência de Christian Lacroix, inaugura em 3 de junho uma exposição homônima, um pedacinho do seu acervo de mais de 7.100 trajes e adereços advindos dos acervos da Biblioteca Nacional, da Ópera de Paris e da Comédie-Française. A exposição traz 150 trajes de balés, óperas e peças de teatro, de 1986 a 2006.

 

 

Musée des Tissus et des Arts Decoratifs, Lyon
Patrocinado pela Câmara de Comércio de Lyon, este museu tem coleções importantes de tecidos que abrangem desde os primeiros cristãos egípcios a ornamentos eclesiásticos do Ocidente, peças bizantinas e sedas persas. As coleções mais recentes, como do século XIX em diante, têm trabalhos de Sonia Delaunay e do pintor e artesão Raoul Dufy (cujas pinturas já estiveram em exposição no MAM de São Paulo).

Musée Galliera de la Mode de Paris
Inaugurado em 1977, tem cerca de 100.000 peças e acessórios, além de 50.000 estampas e fotografias. Seu acervo de trajes, que remonta ao século XVIII, está organizado por tipo de indumentária e ordem alfabética das grifes, que apareceram nos séculos posteriores. A relação com as demais artes criativas e visuais é evidente em exposições que retrataram, por exemplo, acessórios utilizados por Marlène Dietrich no cinema. Os textos das coleções são bastante didáticos para qualquer interessado em moda (como, por exemplo, o que discorre sobre moda infantil), e funcionam também como referência para estudos.

Fondation Pièrre Berger – Yves Saint Laurent, Paris
Aberta à visitação pública em março de 2004, a fundação tem por objetivo preservar 5.000 roupas de alta costura da grife, além de 15.000 acessórios, desenhos e outros objetos. A exposição atual retrata as roupas usadas por Nan Kempner, uma das primeiras fashionistas de que se tem notícia. Kempner, que faleceu em 2005, foi um verdadeiro manequim ambulante para a alta costura, principalmente a partir da década de 50, quando adquiriu seu primeiro modelito da Dior. Em sua carreira, chegou a ser correspondente para a Vogue Francesa, editora de moda da Harper’s Bazaar e representante internacional da Christie’s.

Musée Christian Dior, Granville
O que dizer da maison cuja criação há anos brilha nas mãos de John Galliano? Visitar este museu é conhecer um pouco da história da marca e seu criador.

 

ESTADOS UNIDOS

The Metropolitan Museum of Art, Nova York

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Abriga o Costume Institute e o Antonio Ratti Textile Center, ambos fontes de referência para estudos de moda e tecelagem. Até março de 2007 homenageou também Nan Kempner, com uma exposição organizada pelo Costume Institute, que atualmente exibe boa parte das criações de Paul Poiret, que se auto-entitulava o “rei da moda”. Uma das idéias mais bacanas do portal é permitir que os internautas construam sua própria galeria de imagens das coleções on-line e um calendário de eventos personalizado, na seção My Met Museum. A foto abaixo mostra vestido em seda do século XIX, do acervo do Costume Institute.

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The Black Fashion Museum, Washington D.C.

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Fundado em 1979, está com seu site em fase de atualização. Com uma exposição itinerante, aborda a moda usada por negros no período de 1800 a 2000.

Tirocchi Dressmakers Project, Providence, Rhode Island

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Trata-se de um projeto-exposição da Rhode Island School of Design, RISD, que resgatou o acervo da família Tirocchi, de imigrantes italianos, que fabricavam vestidos para a alta sociedade norte-americana, numa oficina de alta costura que funcionou de 1915 a 1947, na cidade de Providence. Não atinge a magnitude das coleções de grandes museus, mas provê curiosos e interessados com uma amostragem significativa de uma das primeiras grifes nos Estados Unidos, cujas criações tinham fortes ecos europeus. Na foto acima, peças de 1927 e 1930, mostrando respectivamente traços cubitas e neoclassicistas.

 

REINO UNIDO

Victoria & Albert Museum, Londres
Sua coleção de tecidos cobre um período de mais de 2.000 anos. Oferece no portal até uma ferramenta para que o internauta desenhe sua própria padronagem. Sua seção de moda e joalheria traz exposições on-line incríveis, sem falar nas atuais, onde figura uma dedicada a Kylie Minogue, cuja indumentária para shows inclui designers como Jimmy Choo, e outra chamada New York Fashion Now, que aborda os estilistas que criaram suas próprias marcas no período de 1999 a 2004. Nessa exposição, você pode compartilhar sua fotografia ou crônica de moda vivida em Nova York. Uma outra dica é a coleção on-line de moda e tecidos dos anos 60, de encher os olhos. Veja algumas fotos a seguir.

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Fora do eixo Londres-Paris e longe dos Estados Unidos há outros museus dignos de nota. Aguarde o próximo artigo para indicações no Canadá e Bélgica!

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Neste mês de maio o lançamento da revista britânica Plastique está na boca de (quase) todos os descolados de plantão. Não que seja nosso dever não ficar de fora, mas algo muito peculiar no site da revista me chamou a atenção: em seu espaço virtual “My Space”, do Google, figura ninguém menos que Pat McGrath.

Maquiadora britânica residente nos Estados Unidos, Pat criou o conceito dos looks para 10 temporadas de desfiles da Prada e Miu Miu, fez várias capas da revista i-D e, entre tantas outras conquistas, atualmente é a Color Cosmetics Creative Design Director da Procter & Gamble nos Estados Unidos. Lembremos que a Procter & Gamble produz os cosméticos MAX Factor.

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Eu que ainda não vi a revista e conheço apenas seu site (em construção), só pelo fato de ver Pat McGrath como uma dos “Plastique magazine’s friends“, aguardo ansioso a chegada de um exemplar até minhas mãos, para então ver com meus próprios olhos a “explosive fashion” de que trata a revista.

Será preciso muita ousadia e visão para sobrepujar suas conterrâneas i-D e Dazed & Confused. Talvez a Plastique venha também resgatar os órfãos da finada The Face. Numa de suas provocativas capas, uma vez trouxe um esqueleto ornado com acessórios cotadíssimos e uma peruca. Dentro da revista havia então um ensaio com esqueletos trajando roupas e acessórios de marcas famosas.

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A revista i-D também nunca deixou por menos. A edição out of the blue de maio de 2007, ou seja, em tese uma edição surpresa ou não esperada da revista, traz a vanguardista Björk num momento “fasion-print-woven-chaos”. A cantora e atriz aparece com maquiagem que lembra gravuras coloridíssimas, e está (re)vestida por camadas que lembram tramas de crochê e tricô, numa paradoxal “ensaiada desordem”.

O site ainda traz uma galeria das outras quatro capas que retrataram Björk, desde 1993, e destaca sua exposição itinerante, que esteve no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, em janeiro de 2006, durante a Fashion Week. Mas não se desanime: Björk não é a única estrela para a revista, pois a brasileira Luciana Curtis também já foi capa. A edição regular da revista chama-se, no mês de maio, “The White Trash Issue”, tem capa diferente e é de número 276.

A concorrência é brava mesmo! Quem não só folheou, mas também leu a revista Dazed & Confused já sabe de sua irreverência. A palavra é “maverick” mesmo, algo de vanguarda, desafiador e à frente de seu tempo. Há uns meses eu não folheava um exemplar, mas embasbacado mesmo fiquei com seu site. Seria mais justo dar-lhe o título de portal. A própria revista muito provavelmente já percebeu isso, tanto que o endereço não é “dazedmagazine.com”, e sim “www.dazeddigital.com”. Arte, moda, comportamento e cultura on-line com vários blogs e sub-blogs dentro de si. Um verdadeiro hub, uma central de moda e comportamento, cultura e estilo e seus desdobramentos. A capa da versão impressa não chega aos pés da capa do portal na internet, diga-se de passagem.

dazed

Os britânicos saem na frente no quesito experimentação e vanguarda, mas os alemães são páreo duríssimo com sua revista Tush (pronuncia-se “tush” mesmo, não “tãsh”), publicada em Stuttgart. Meus recentes e ainda incipientes conhecimentos de maquiagem sussurram que talvez seja a única revista mundial dedicada integralmente à maquiagem de produção.

Um primor, um delírio estético em looks, fundos, cenários, olhos, bocas e peles sensacionais, incríveis mesmo. É uma dádiva, um manjar dos deuses para quem aprecia maquiagem, nem que seja só um pouquinho. Tive o prazer de folhear (e quase reverenciar) um exemplar de uma das edições da revista na casa da Silvana Gurgel, uma das circenses do Design Circus. A Tush havia chegado pelas mãos de sua amiga Mily Serebrenik, cujo trabalho em muito lembra o que está na revista. O próximo passo é eu aprender alemão para conseguir lê-la. As capas de todas as edições não refletem o deleite que é o conteúdo.

tush

i-D, Dazed & Confused, Plastique, Tush e a saudosa The Face. Se você não a conheceu, procure já um exemplar antigo que vale a pena. Pergunte a quem era fã.

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Calice

Como tornar seu trabalho conhecido? Como ultrapassar a fronteira da criação restrita ao escritório e a propósitos comerciais? Os concursos de design gráfico são uma grande oportunidade para isto.

No Brasil, o único evento que reúne sistematicamente um quadro representativo da produção nesta área é a Bienal de Design Gráfico, que premia os melhores trabalhos dentro dos mais diversos segmentos correlatos, como design de tipos, de marcas e identidade visual, publicações, cartazes, design digital, entre outros. A última edição foi em 2006.

Entretanto, inexiste por aqui a cultura de educar e formar o olhar do indivíduo em termos artísticos e estéticos, desde a mais tenra idade. Talvez seja por isso que são pouquíssimos os concursos brasileiros de Design Gráfico, principalmente em cartazismo.

Isto não é motivo para desânimo. Na Ásia e na Europa há todos os anos incontáveis oportunidades de participação em concursos de caráter predominantemente social, educacional e de auto, eco e hetero-formação do indivíduo, e outros de caráter comercial e publicitário. Entre os que mais me chamam a atenção estão Shrinkage, na Suíça, Francisco Mantecón, na Espanha, Good50x70, na Itália, Cow Design Illustration, na Ucrânia, e Shift, no Japão, para mencionar apenas alguns. (mais…)

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Estou lendo duas publicações que acredito serem fundamentais para quem trabalha com criação, seja em moda, design gráfico, arquitetura, web design, cabelo, maquiagem, cenografia, cinema ou qualquer outra área em que a compreensão do papel da cor seja decisiva para um trabalho competente.

GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação: a construção biofísica, lingüística e cultural da simbologia das cores. São Paulo: Annablume, 2000.
As orelhas da capa e da contra-capa anunciam o texto que se lerá:

A Cor como informação trata da estrutura de construção da linguagem das cores,segundo a classificação do semioticista Ivan Bystrina.
A partir dos pressupostos de que o processo investigativo da Semiótica da Cultura possibilita a conceitualização e compreensão do fenômeno “cor” como manifestação cultural e de que há raízes e universais que impõem suas regaras ao uso da cor como informação, este livro trabalha com a hipótese de que a apreensão, a transmissão e o armazenamento da informação “cor” são regidos por códigos culturas que interferem e sofrem interferência de outros dois tipos de códigos da comunicação humana (os de linguagem e os biofísicos).
Assim, esta teoria apresenta a cor, unida em todas as suas dimensões, na construção simbólica universal, tornando-se instrumento útil para jornalistas, designers, artistas e comunicadores em geral que buscam compreender e fazer da cor mais um importante suporte de informação.

(mais…)

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Pescando por outros mares, fisguei uma modesta seleção de sites com glossários para se entender os jargões da produção gráfica e outras dicas. São eles:

LABORPRINT, Brasil – site da gráfica homônima, que criou glossários de pré-impressão, impressão e tabelas com formatos padronizados para o melhor aproveitamento do papel, além de um passo a passo sucinto para fechamento de arquivos.

TASI, Technical Advisory Service for Images, Reino Unido – hospedado no portal da Universidade de Bristol, Inglaterra, TASI é um serviço de orientação e informação sobre criação e gerenciamento de imagens digitais para projetos de pequeno a grande porte. Destina-se à comunidade do ensino profissionalizante e superior do Reino Unido. Utilíssimo, traz apostilas para download, com assuntos que envolvem a teoria da cor, gerenciamento de cor, resolução de imagens, glossários ilustrados, entre outros.

PORTAL DAS ARTES GRÁFICAS, Portugal – patrocinado pelo grupo Portucel de Papel e Celulose e pelo ISEC, Instituto Superior de Educação e Ciências em Lisboa, este portal é parada obrigatória para interessados em tecnologia e produção gráfica. Alem de notícias do setor, traz apostilas sobre produção gráfica, InDesign CS2 e Photoshop CS2, dicas de tipos de papel, pré-impressão, impressão e acabamento, acrescidas de glossários inegavelmente didáticos.

Artes Gráficas

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