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É uma boa pergunta para a Ethos 2007, conferência internacional sobre sustentabilidade que começou hoje, no Dia dos Namorados, em São Paulo. Precisamos, sim, é estar mais enamorados pela cidade em que vivemos, e pelo próximo. Claro que parece chavão, mas difícil é colocar em prática.

No painel de discussões da Ethos 2007 estão dois assuntos diretamente associados à arte e ao design: a construção de cidades sustentáveis e a contruibuição de atividades culturais para o desenvolvimento sustentável.

No último tema, sob a moderação do todo-poderoso do SESC, Danilo dos Santos Miranda, resta saber se discussões como estas são relevantes para iniciativas que não têm, por diversos motivos, a magnitude, o poder de alcance e a verba do SESC.

Num mundo onde “obrigado” e “com licença” raramente integram o repertório das gerações mais novas, vale a pena conferir no portal Mercado Ético os resultados dessas discussões, em cuja contramão vem a produção incessante e crescente de bens de consumo e capital, que as empresas não hesitam em promover maciçamente através das agências de publicidade, num círculo vicioso e sempre maior de consumo desenfreado.

Afinal, o quão necessários são os inventos e bugigangas-conceito tecnológicas com que nos deparamos no dia-a-dia? Onde está a real necessidade de um telefone celular que, inclusive, faz ligações telefônicas? Será que é sempre preciso que se atinja um limite inquestionável, como o de agressão à natureza a que chegamos, para que então se adote um comportamento de conservação e manutenção?
Vejamos uma situação corriqueira: muitos edifícios residenciais não incluem a pintura e restauro periódico de suas fachadas como elementos de manutenção. É preciso que a aparência externa beire a destruição para que se tome uma atitude. Neste momento, já tardio, todos então torcem o nariz para o custo da reparação do que não se cuidou.

E outras milhares de historietas parecidas se repetem. A criação da necessidade de consumo é análoga. Bugigangas reinam absolutas, esgotam recursos naturais para sua fabricação, despertam desejos e mostram como nossa criatividade surpreendente é aplicada a questões de importância duvidosa.
Se você não se convenceu, acesse o blog Digital Drops e julgue a relevância de tantos gracejos e fetiches eletro-eletrônicos que ainda desconhecemos. É possível viver sem eles? Para mim, sim, como acredito que também seja para os adolescentes que abortaram o uso da internet sem objetivos concretos, como mostrou um artigo da Folhateen desta semana, “A internet encheu o saco”.

Fácil mesmo é falar de consumo responsável e sustentabilidade quando se trabalha a até meia hora a pé de casa e se opta por dirigir até a empresa, com ar condicionado ligado no máximo e falando ao celular. Aliás, se o Ministério da Saúde ainda não adverte, eu o faço: utilizar transporte público e caminhar faz bem para a sua saúde e a da cidade, e não mata também.

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Yves Saint Laurent, Dior, Jean Paul Gaultier, Christian Lacroix, John Galliano, Kylie Minogue e Nan Kempner. Todos já ouviram falar de pelo menos dois destes nomes.

Se você já conhece e pretende conhecer mais profundamente, qual sua motivação para tal: a criatividade, a trajetória profissional e a competência de cada nome ou o imaginário icônico-simbólico que carregam? O desejo de nos sentirmos especiais e nos destacarmos da multidão nos guia para as migalhas desse universo mais possivelmente acessíveis para nosso status de membros da massa, da turba consumista com um padrão de pretenso refinamento médio burguês: os perfumes.

Latinos atavicamente conservadores e hipocritamente libertários que somos, não nos atrevemos a exibir nossos gostos mais peculiares e espontâneos em roupas menos convencionais (onde então caberiam as criações de alguns dos nomes citados no início deste artigo), temendo o olhar censor do outro.

Entretanto, ficamos ociosamente satisfeitos em borrifar em nossa pele o imaginário da fragrância daquela marca e, num efeito de corruptela, embarcamos inebriados na propina da venda ao balcão, num mundo de atitude através da moda, do visagismo, que admiramos embasbacados, porém jamais em público.

Para não ficarmos limitados a uma “viagem à roda do meu quarto” (em alusão à narrativa de Xaiver de Maistre, contada a partir dos objetos de um quarto) e admitirmos que vivenciar determinados gostos de moda em público é salutar, existem “cômodos” muito maiores dedicados ao assunto. Vários disponibilizam imagens em galerias virtuais e dedicam exposições às personalidades antes mencionadas. Entender como gostamos de nos mostrar em público e como os outros o fazem é um caminho para se conhecer melhor e, para isso, uma visita in loco a essas exposições é sempre mais que bem-vinda. Na falta “famoso tempo”, a visita virtual é um bom quebra-galho, mas requer considerável porção do nosso tempo convencional, pois as atrações e imagens são incontáveis e irresistivelmente sedutoras.

FRANÇA

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Musée de la Mode et du Textile, Paris

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Aberto em 1986 no Pavilion de Marsan, no Louvre, exibe até 23 de setembro figurinos criados por Jean Paul Gaultier para 18 espetáculos de balé coreografados por Régine Chopinot, de 1983 a 1994.

Modelos de Gaultier em alta costura também figuram na mostra. Mas este é apenas um dos motivos para visitar o museu. Sua coleção, com mais de 81.000 peças, entre amostras de tecido, acessórios e trajes, é comparável a outras poucas instituições do mesmo calibre, como o Costume Institute, em Nova York, e o Victoria & Albert Museum, em Londres.

 

 

 

Centre National du Costume de Scène, Paris

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Sob a presidência de Christian Lacroix, inaugura em 3 de junho uma exposição homônima, um pedacinho do seu acervo de mais de 7.100 trajes e adereços advindos dos acervos da Biblioteca Nacional, da Ópera de Paris e da Comédie-Française. A exposição traz 150 trajes de balés, óperas e peças de teatro, de 1986 a 2006.

 

 

Musée des Tissus et des Arts Decoratifs, Lyon
Patrocinado pela Câmara de Comércio de Lyon, este museu tem coleções importantes de tecidos que abrangem desde os primeiros cristãos egípcios a ornamentos eclesiásticos do Ocidente, peças bizantinas e sedas persas. As coleções mais recentes, como do século XIX em diante, têm trabalhos de Sonia Delaunay e do pintor e artesão Raoul Dufy (cujas pinturas já estiveram em exposição no MAM de São Paulo).

Musée Galliera de la Mode de Paris
Inaugurado em 1977, tem cerca de 100.000 peças e acessórios, além de 50.000 estampas e fotografias. Seu acervo de trajes, que remonta ao século XVIII, está organizado por tipo de indumentária e ordem alfabética das grifes, que apareceram nos séculos posteriores. A relação com as demais artes criativas e visuais é evidente em exposições que retrataram, por exemplo, acessórios utilizados por Marlène Dietrich no cinema. Os textos das coleções são bastante didáticos para qualquer interessado em moda (como, por exemplo, o que discorre sobre moda infantil), e funcionam também como referência para estudos.

Fondation Pièrre Berger – Yves Saint Laurent, Paris
Aberta à visitação pública em março de 2004, a fundação tem por objetivo preservar 5.000 roupas de alta costura da grife, além de 15.000 acessórios, desenhos e outros objetos. A exposição atual retrata as roupas usadas por Nan Kempner, uma das primeiras fashionistas de que se tem notícia. Kempner, que faleceu em 2005, foi um verdadeiro manequim ambulante para a alta costura, principalmente a partir da década de 50, quando adquiriu seu primeiro modelito da Dior. Em sua carreira, chegou a ser correspondente para a Vogue Francesa, editora de moda da Harper’s Bazaar e representante internacional da Christie’s.

Musée Christian Dior, Granville
O que dizer da maison cuja criação há anos brilha nas mãos de John Galliano? Visitar este museu é conhecer um pouco da história da marca e seu criador.

 

ESTADOS UNIDOS

The Metropolitan Museum of Art, Nova York

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Abriga o Costume Institute e o Antonio Ratti Textile Center, ambos fontes de referência para estudos de moda e tecelagem. Até março de 2007 homenageou também Nan Kempner, com uma exposição organizada pelo Costume Institute, que atualmente exibe boa parte das criações de Paul Poiret, que se auto-entitulava o “rei da moda”. Uma das idéias mais bacanas do portal é permitir que os internautas construam sua própria galeria de imagens das coleções on-line e um calendário de eventos personalizado, na seção My Met Museum. A foto abaixo mostra vestido em seda do século XIX, do acervo do Costume Institute.

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The Black Fashion Museum, Washington D.C.

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Fundado em 1979, está com seu site em fase de atualização. Com uma exposição itinerante, aborda a moda usada por negros no período de 1800 a 2000.

Tirocchi Dressmakers Project, Providence, Rhode Island

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Trata-se de um projeto-exposição da Rhode Island School of Design, RISD, que resgatou o acervo da família Tirocchi, de imigrantes italianos, que fabricavam vestidos para a alta sociedade norte-americana, numa oficina de alta costura que funcionou de 1915 a 1947, na cidade de Providence. Não atinge a magnitude das coleções de grandes museus, mas provê curiosos e interessados com uma amostragem significativa de uma das primeiras grifes nos Estados Unidos, cujas criações tinham fortes ecos europeus. Na foto acima, peças de 1927 e 1930, mostrando respectivamente traços cubitas e neoclassicistas.

 

REINO UNIDO

Victoria & Albert Museum, Londres
Sua coleção de tecidos cobre um período de mais de 2.000 anos. Oferece no portal até uma ferramenta para que o internauta desenhe sua própria padronagem. Sua seção de moda e joalheria traz exposições on-line incríveis, sem falar nas atuais, onde figura uma dedicada a Kylie Minogue, cuja indumentária para shows inclui designers como Jimmy Choo, e outra chamada New York Fashion Now, que aborda os estilistas que criaram suas próprias marcas no período de 1999 a 2004. Nessa exposição, você pode compartilhar sua fotografia ou crônica de moda vivida em Nova York. Uma outra dica é a coleção on-line de moda e tecidos dos anos 60, de encher os olhos. Veja algumas fotos a seguir.

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Fora do eixo Londres-Paris e longe dos Estados Unidos há outros museus dignos de nota. Aguarde o próximo artigo para indicações no Canadá e Bélgica!

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Fashionista, “fashionvista” ou revista fashion?

Quando parece que todos os layouts, fotos, produções e grafismos possíveis já foram inventados, emergem dum crepúsculo plúmbeo os visionários. Em seu carro alegórico desfilam sites como a da revista on-line holandesa ICONIQUE. Se a revista Tush — de que falei no artigo anterior — falasse, ela seria a ICONIQUE, como seriam a evolução da Vogue America e Vogue Britânica (já que a Vogue Itália, diversamente delas, traz ensaios de produção de moda e maquiagem genuinamente atrevidos).

A ICONIQUE fundiu com sucesso o ângulo clássico meio blasé e tradicionalista das Vogues mais caretas com a experimentação absolutamente glamorosa da Tush e da Vogue Itália, utilizando recursos de programação Flash não como virtuosismo, mas como ferramenta para o luxo. By the way, pure luxury! Posh, babe! Quando esta revista-ícone de moda, beleza, artes digitais e design cristalizar seus elementos de luxo numa estrutura um pouco mais clara, universalmente decifrável (nos seus pausados e devidos estágios, para não perder sua aura de mistério, surpresa e “re-velação” que circunda cada artigo) e cogniscível, vai virar símbolo no meio de moda e comportamento. Os semióticos que façam sua apreciação, muito bem-vinda para este tipo de “publicação-empreitada” on-line.

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No mesmo carro alegórico, mas um degrau abaixo, vem a ZOOZOOM, que se intitula “the original online glossy”. Resta saber a que “original” se refere: se pioneira, primeira, ou inventiva e, de certa forma, uma meteorologista de moda, beleza e cultura. Sim para o conteúdo, que impressiona, não para a forma.

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No quesito estrutura visual e navegação, a on-line glossy é padrão, não passa de uma cidadã comum. O conteúdo, que traz ensaios fotográficos incríveis e até perturbadores, é como o gloss por cima de um batom simples, a transformar em diamante os lábios (não tão) carnudos de uma modelo mediana. Sim, vale muitíssimo a pena, mas prepare-se para aparições chatas dos anunciantes, como acontece no site da Vogue America, especialmente nos slide shows dos desfiles das últimas temporadas internacionais.

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Menos ambiciosa e minimalista, a nova-iorquina PAPIER DOLL disputa os olhares com a Zoozoom. A edição de maio deste ano comemora dois anos de uma revista digital de moda, que em 2006 fez a melhor cobertura dos roteiros e itens de compra em moda e compras on-line, segundo a revista Forbes. Como é de se esperar, há ensaios fotográficos e artigos especializados, mas o blog da Papier é o que mais atrai a leitura, com sua organização clara e artigos sucintos, com linhas essenciais sobre cada artigo de moda, beleza e cosméticos.

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E, para relaxar, fama, sexo e estilo: a britânica PHAMOUS 69 e a americana RARE DAILY. Um phamous phallus digital com inspiração Studio 54 (em tempo: assista ao filme homônimo) no layout e nos artigos. E um guia masculino de cultura, moda, gastronomia e vida noturna em Nova York e Los Angeles, para quem raramente verifica o extrato da conta corrente ou dos cartões de crédito.

A PHAMOUS 69 esclarece: é uma abordagem moderna para a conhecida Playboy. Vou além: é uma abordagem mais divertida, mais heterogênea e, à exceção de alguns artigos de colaboradores e convidados da Playboy, com textos mais elaborados, gostosos de ler e abertos à diversidade, isso sim. Como se não bastasse, regados a “lux-porn images”, o máximo!

phamous69

É pros machos divertidos que urram no momento do gol, também tocam violino e curtem passar um dia num spa de beleza, não para exercitar sua metrossexualidade, mas para escrever crônicas. E, claro, olhar de tempos em tempos as massagistas e terapeutas gostosas e solícitas.

RARE DAILY são como desenvolvimentos cuidadosos e ampliações meticulosas do programa Contemporâneo, do GNT. Destaque para o conteúdo, pois a identidade visual é diáfana, pouco convincente, se é que existe alguma. Poderia ser qualquer coisa, inclusive o que atualmente é. Mesmo assim, dou a mão à palmatória: com algum dinheiro poupado, ainda faço os maravilhosos roteiros propostos.

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Neste mês de maio o lançamento da revista britânica Plastique está na boca de (quase) todos os descolados de plantão. Não que seja nosso dever não ficar de fora, mas algo muito peculiar no site da revista me chamou a atenção: em seu espaço virtual “My Space”, do Google, figura ninguém menos que Pat McGrath.

Maquiadora britânica residente nos Estados Unidos, Pat criou o conceito dos looks para 10 temporadas de desfiles da Prada e Miu Miu, fez várias capas da revista i-D e, entre tantas outras conquistas, atualmente é a Color Cosmetics Creative Design Director da Procter & Gamble nos Estados Unidos. Lembremos que a Procter & Gamble produz os cosméticos MAX Factor.

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Eu que ainda não vi a revista e conheço apenas seu site (em construção), só pelo fato de ver Pat McGrath como uma dos “Plastique magazine’s friends“, aguardo ansioso a chegada de um exemplar até minhas mãos, para então ver com meus próprios olhos a “explosive fashion” de que trata a revista.

Será preciso muita ousadia e visão para sobrepujar suas conterrâneas i-D e Dazed & Confused. Talvez a Plastique venha também resgatar os órfãos da finada The Face. Numa de suas provocativas capas, uma vez trouxe um esqueleto ornado com acessórios cotadíssimos e uma peruca. Dentro da revista havia então um ensaio com esqueletos trajando roupas e acessórios de marcas famosas.

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A revista i-D também nunca deixou por menos. A edição out of the blue de maio de 2007, ou seja, em tese uma edição surpresa ou não esperada da revista, traz a vanguardista Björk num momento “fasion-print-woven-chaos”. A cantora e atriz aparece com maquiagem que lembra gravuras coloridíssimas, e está (re)vestida por camadas que lembram tramas de crochê e tricô, numa paradoxal “ensaiada desordem”.

O site ainda traz uma galeria das outras quatro capas que retrataram Björk, desde 1993, e destaca sua exposição itinerante, que esteve no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, em janeiro de 2006, durante a Fashion Week. Mas não se desanime: Björk não é a única estrela para a revista, pois a brasileira Luciana Curtis também já foi capa. A edição regular da revista chama-se, no mês de maio, “The White Trash Issue”, tem capa diferente e é de número 276.

A concorrência é brava mesmo! Quem não só folheou, mas também leu a revista Dazed & Confused já sabe de sua irreverência. A palavra é “maverick” mesmo, algo de vanguarda, desafiador e à frente de seu tempo. Há uns meses eu não folheava um exemplar, mas embasbacado mesmo fiquei com seu site. Seria mais justo dar-lhe o título de portal. A própria revista muito provavelmente já percebeu isso, tanto que o endereço não é “dazedmagazine.com”, e sim “www.dazeddigital.com”. Arte, moda, comportamento e cultura on-line com vários blogs e sub-blogs dentro de si. Um verdadeiro hub, uma central de moda e comportamento, cultura e estilo e seus desdobramentos. A capa da versão impressa não chega aos pés da capa do portal na internet, diga-se de passagem.

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Os britânicos saem na frente no quesito experimentação e vanguarda, mas os alemães são páreo duríssimo com sua revista Tush (pronuncia-se “tush” mesmo, não “tãsh”), publicada em Stuttgart. Meus recentes e ainda incipientes conhecimentos de maquiagem sussurram que talvez seja a única revista mundial dedicada integralmente à maquiagem de produção.

Um primor, um delírio estético em looks, fundos, cenários, olhos, bocas e peles sensacionais, incríveis mesmo. É uma dádiva, um manjar dos deuses para quem aprecia maquiagem, nem que seja só um pouquinho. Tive o prazer de folhear (e quase reverenciar) um exemplar de uma das edições da revista na casa da Silvana Gurgel, uma das circenses do Design Circus. A Tush havia chegado pelas mãos de sua amiga Mily Serebrenik, cujo trabalho em muito lembra o que está na revista. O próximo passo é eu aprender alemão para conseguir lê-la. As capas de todas as edições não refletem o deleite que é o conteúdo.

tush

i-D, Dazed & Confused, Plastique, Tush e a saudosa The Face. Se você não a conheceu, procure já um exemplar antigo que vale a pena. Pergunte a quem era fã.

A imagem que você vê no topo do blog é mais uma piração do mestre de cerimônias do Design Circus. Visite a página “Circenses” e desvende o emaranhado desta personagem!

ENTREVISTA

Poucos são os modelos que atingem a casa do milhão de dólares. O glamour continua na foto final, acabada, cristalizada, e manipulada pelo Photoshop. O processo que o antecede, como se sabe, é árduo. E neste ponto nos perguntamos: como é a rotina de uma modelo?

Excetuando-se as já posicionadas no métier, é absolutamente aborrecida, como descreve nossa dupla cool da agência Lumière, Luiz Arruda (booker) e Magda Monteiro (gerente financeira). Em muitos momentos pode ser até maçante. Ora, eis os porquês: meninas e meninos em idade escolar, que precisam estudar, malhar, ir ao dentista, aprender uma segunda língua, interpretação (para atuarem em filmes publicitários, inicialmente), etc. O trabalho, depende de variações sazonais do mercado. No ano passado, com a Copa, o mercado ficou muito direcionado para esportes. Foi um ano um pouco mais difícil. Guardadas as devidas proporções, o Pan deste ano deve então ter suas influências, no prognóstico da Lumière.

A maioria dos contratos de trabalho é fechada depois do carnaval, estendendo-se até novembro. Ou seja, dezembro, janeiro e fevereiro, à exceção do São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, são meses de pouca movimentação. Há casos em que a agência aconselha as modelos a voltarem para a casa dos pais em sua cidade natal, para então retornarem quando o mercado começar a se aquecer novamente.

Mas há rotinas diferentes para as mais cotadas. Continuar Lendo »

Don’t Miss

Mais que beleza, misses e misters precisam ter paciência, bom humor, ser diplomáticos e, claro, ter uma pele que resista às maquiagens constantes para aparições na mídia impressa e, principalmente, televisiva. Veja se você encararia um pouco da agenda da atual Miss Brasil:

  • Natália Guimarães embarca para a Cidade do México
  • Natália Guimarães participou do One Day Golf Caras
  • Natália Guimarães visita Niagra Falls no Canadá
  • Natália Guimarães, Miss Brasil 2007, é recebida na Embaixada do México em Brasília
  • Natália Guimarães será recebida pelo Embaixador do México
  • Natália Guimarães participa do “Primeiro Jornal” da Band
  • Miss Brasil 2007 Natália Guimarães na “Band FM”
  • Miss Brasil no programa “Bem Família” da Band
  • Natália Guimarães no programa “A Noite é Uma Criança” da Band
  • Natália Guimarães no programa “De Olho nas Estrelas” da Band
  • Natália Guimarães no programa “Jogo Aberto” da Band

Cansou? Além do cansaço, fica a dúvida: em qual fonte de informação confiar? O site “Miss Brasil Oficial” tem como endereço http://www.missbrasiloficial.com.br, ao passo que o http://www.missbrazil.com.br/missbrasil2007.html traz uma Miss Brasil bem diferente da mineira que embarcou para o México. Para aumentar suas dúvidas, acesse http://www.missbrazil.com.br/mundo.html e http://www.missbrasilmundo.com.br/links.htm. A quantidade de concursos do gênero é enorme, e a importância em prestígio e dividendos para os vencedores praticamente impossível de se avaliar. De qualquer forma, todo este trabalho rendeu ao Brasil, até o ano passado, somente a 10ª posição no Grand Slam das misses, onde estão 98 países.

Ah, um detalhe: você deve ter menos de 27 anos para poder ser a mais bela do universo!

 

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Na contramão dos misters e misses “pra 400 talheres”, estão seus colegas “pra 800 talheres”. Em 21 de julho acontece na Itália a 17ª edição do Miss Cicciona and Mr Ciccione. Não há restrição de idade, só de peso: mulheres devem estar acima dos 100kg, e homens acima dos 150kg. Originalmente nacional, o concurso agora aceita inscritos de qualquer nacionalidade. Continuar Lendo »